| “EM ANGRA”
“Quero amar...
Grito!
Em silêncio vens a mim
Com teus olhos negros dizer sim
Sorristes sem sorrir
E com teu carisma
Libertaste meu ego
Meu lado tímido adormece
A tecla dos limites emperrou
Tua entrega alucina meus instintos
E acende minha maldade com amor
No inverno das ondas
Teu corpo busca meu calor
A carência sorri no néctar de meus lábios
Teu toque liberta minha paixão
Embriaga pelo momento
Numa brisa fria
Num silêncio vivo
Nossos corpos queimam
No incêndio de nossa fusão
Nossas faíscas formam constelações
Colorindo a escuridão com tons de anil
Na espuma do oceano
Vejo o repuxo contar nossas pegadas
O coração sorri enquanto vejo o amanhecer em teus braços
O absoluto vive
E nós somos testemunhas da tua beleza
Em uma eterna lua-de-mel
O romântico nós
Festeja um segundo eterno
No vício do que somos juntos”
“EM BUSCA DE UMA NOVA TRILHA”
“Procuro uma trilha...
Onde eu sinta as estrelas brilharem mais,
E o céu pareça cada vez mais distante,
Ou maior.
Que faça sentir-me tão grande que posso toca-lo,
E meu corpo fosse apenas alma,
Que voasse com o vento,
Ou contra o vento.
Ao encontro de estrelas e astros.
Procuro uma trilha...
Em que os sorrisos sejam mais puros,
O brilho-olhar mais radiante,
As lágrimas apenas de alegria,
O pensamento, a palavra...
E a palavra; ternura.
Procuro uma trilha...
Em que as pessoas se tratassem como mães,
E seu ventre fosse batizado de esperança.
Procuro uma trilha...
Em que o próprio ar trouxesse a veneta imortal do amor,
Em que pudéssemos fazer brotar flores em um simples toque.
Procuro uma trilha...
Em que ao fecharmos os olhos,
E após abri-los,
Daremo-nos de fronte ao horizonte marítimo,
Infinito,
Namorando um gigantesco sol que se esconde em um céu avermelhado,
De andorinhas brancas voando ao vento.
Procuro uma trilha...
Em que todos saibam cantar,
Todas as músicas, em todas as línguas,
Em um pensamento mútuo.
Procuro uma trilha...
Em que todas as espécies de vida possam se comunicar entre si,
Sem segredos,
Apenas em um sentir inexplicável,
Que faz brotar flores em qualquer canto.
Procuro uma trilha...
Suave,
Verde, densa,
Leve,
Que tenha uma saída,
A uma nova vida.
Procuro uma trilha...
Que ao tardar de cada ano,
Todos cantem em coro uma canção,
Uma música em oração,
De paz ao universo,
Que essa melodia seja espalhada a todas as estrelas,
Com uma pequena brisa suave e leve,
Incansável,
Que não cesse enquanto a todos não chegar.”
“EM UM MEIO TEMPO”
“Sei que um dia você me verá
E o que estava ausente no teu olhar você perceberá
Eu estarei contigo com medo do sentir
Lembrarei você partindo
E você terá que me buscar onde fiquei quando meu amor não estava escondido
Outras bocas nada dirão
Além do ego por um instante
E quando nada pensar
Você estará em meus pensamentos.”
“ERROS DE AMOR”
“Eu sinto a dor de um amor impossível
A dor de um amor que não soube amar
Não soube esperar
Sinto ansiedade de com você estar
Vejo você em meus olhos fechados
Quero você, mas só sinto dor
Quero te amar
Mas não consigo te deixar livre
Sabemos o final
Vamos muda-lo!
Pare! Você está fazendo tudo errado
Nosso adeus não será mais de boca para fora
Por favor, não me faça acreditar
Nada posso fazer além de sentir você partir.”
“EM BUSCA DE UMA NOVA TRILHA”
“Procuro uma trilha...
Onde eu sinta as estrelas brilharem mais,
E o céu pareça cada vez mais distante,
Ou maior.
Que faça sentir-me tão grande que posso toca-lo,
E meu corpo fosse apenas alma,
Que voasse com o vento,
Ou contra o vento.
Ao encontro de estrelas e astros.
Procuro uma trilha...
Em que os sorrisos sejam mais puros,
O brilho-olhar mais radiante,
As lágrimas apenas de alegria,
O pensamento, a palavra...
E a palavra; ternura.
Procuro uma trilha...
Em que as pessoas se tratassem como mães,
E seu ventre fosse batizado de esperança.
Procuro uma trilha...
Em que o próprio ar trouxesse a veneta imortal do amor,
Em que pudéssemos fazer brotar flores em um simples toque.
Procuro uma trilha...
Em que ao fecharmos os olhos,
E após abri-los,
Daremo-nos de fronte ao horizonte marítimo,
Infinito,
Namorando um gigantesco sol que se esconde em um céu avermelhado,
De andorinhas brancas voando ao vento.
Procuro uma trilha...
Em que todos saibam cantar,
Todas as músicas, em todas as línguas,
Em um pensamento mútuo.
Procuro uma trilha...
Em que todas as espécies de vida possam se comunicar entre si,
Sem segredos,
Apenas em um sentir inexplicável,
Que faz brotar flores em qualquer canto.
Procuro uma trilha...
Suave,
Verde, densa,
Leve,
Que tenha uma saída,
A uma nova vida.
Procuro uma trilha...
Que ao tardar de cada ano,
Todos cantem em coro uma canção,
Uma música em oração,
De paz ao universo,
Que essa melodia seja espalhada a todas as estrelas,
Com uma pequena brisa suave e leve,
Incansável,
Que não cesse enquanto a todos não chegar.”
“EM UM MEIO TEMPO”
“Sei que um dia você me verá
E o que estava ausente no teu olhar você perceberá
Eu estarei contigo com medo do sentir
Lembrarei você partindo
E você terá que me buscar onde fiquei quando meu amor não estava escondido
Outras bocas nada dirão
Além do ego por um instante
E quando nada pensar
Você estará em meus pensamentos.”
“ERROS DE AMOR”
“Eu sinto a dor de um amor impossível
A dor de um amor que não soube amar
Não soube esperar
Sinto ansiedade de com você estar
Vejo você em meus olhos fechados
Quero você, mas só sinto dor
Quero te amar
Mas não consigo te deixar livre
Sabemos o final
Vamos muda-lo!
Pare! Você está fazendo tudo errado
Nosso adeus não será mais de boca para fora
Por favor, não me faça acreditar
Nada posso fazer além de sentir você partir.”
“ESPELHO”
“Quero senti-la sentindo minha falta
Quero perceber sua boca trêmula nascendo um sorriso
Quero perceber cada átomo da tua alma explodindo...
Quando fizermos amor
Quero sentir o êxtase do colorido dos teus olhos negros
Quero encontra-la por detrás dos teus cabelos
Quero cobri-la de ternura com o toque do meu olhar
E sentir-me nas nuvens quando nossa pele se tocar
Na harmonia das rimas
A metamorfose da paixão
Escrito em uma linha; o amor
Tão oposto de tudo
Frágil e poderoso
Com todas as suas fraquezas
Minha razão
Na tua ausência o tédio da vida
Onde estará você que se esconde no silêncio
No pensamento vazio e estrelado
No oposto de onde estou
O amor te envolve
E nesse momento você é mais louca.”
Queria mandar o reflexo de meu olho a uma estrela
E vendo-a
Você veria como eu a vejo.”
“ESTRELA CADENTE”
“Uma luz cintilante cai do céu,
Um estrépito surdo ecoa ao longe,
A eclosão de um sentimento,
Montado da infância,
De histórias...
De estrelas cadentes,
E discos voadores,
Inimaginável, invulnerável e sensual
Deixa seu rastro.”
“FELIZ É AQUELE”
“Que consegue transformar uma lágrima;
em brilho de esperança no olhar.
Que consegue fazer da depressão;
um poema de amor.
Que consome lentamente um momento de alegria.
Que envelhece com o contorno do sorriso em sua face.
Que acorda, e mesmo sem lembrar-se de nada...
tem a certeza de ter tido vários sonhos lindos.
Que permanece feliz por ter amado;
mesmo sem nunca ter sido correspondido.
Que chora por nada;
e vive por tudo.
Que acredita em cada um;
no sermos únicos, e percebe os mútuos íntimos que convivemos.
Que sorri de nossos problemas;
fazendo-os parecer tão pequenos que sem eles a vida não teria graça.
Que é eclético em tudo;
mas vê o valor do que se torna secundário.
Que tem uma veneta pulsante, e harmônica em seu coração.
Que nunca passa despercebido;
mas tem a mesma atenção para com todos.
Que perdoa, abraça, e se comove com o arrependimento.
Que tem seu lado criança, maduro, masculino e feminino em sintonia.
Que respira Deus.”
“FÊNIX DE INDENTIDADE”
“Quem diria...
Eis-me aqui
Escravo da saudade e esperança
Eu, aventureiro do desconhecido
Ancorado no presídio de uma noite
Ufana, pos-me no calabouço
Eu, hipócrita.
Escondo-me em escarros de palavras
Camufladas por uma liberdade que morreu
Eu, herói
Que tento recomeçar
Revirando as crateras dos meus tropeços
Eu, covarde
Que chego no quase
E me perco no medo
Quem sou
Para achar ter sido
Quem?”
“FESTA NA CHUVA”
“Ao relento de nossas preocupações,
Em almas lavadas,
E pés descalços,
Ensurdecedoras melodias,
De danças eufóricas
E gritos histéricos,
Mãos ao léu,
Em roupas molhadas,
E semblantes veniais.
Árvores a dançar com a força do vento,
Ao som ambiente:
Do rock, chuva e relâmpagos.
Uma veneta de felicidade
Joelhos ao chão
E mãos ao céu.
Surgem os pássaros a cantar
Olhos em olhos,
O sol a raiar,
Ao dorso de um planeta ainda azul;
Em um campo ainda verde;
Encerra a festa,
Em um pacto de amizade.”
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