"ADEUS DROGAS"
“Quero a vida como uma oportunidade para
Fazer o que nunca fiz
Aprender o que nunca aprendi
Compreender o que nunca compreendi
Enfrentar o que sempre fugi
Amar quem nunca amei
Sonhar o que achei que fosse impossível
Conhecer o que nunca conheci
Praticar o que nunca pratiquei
Ver as coisas que nunca percebi
Trabalhar o que nunca trabalhei
Plantar o que nunca colhi
Perdoar quem nunca perdoei
Ser quem nunca fui
E voltar como uma nova pessoa.”
“A FACE DA MÚSICA”
“As vezes quando estou sozinho na sala,Apenas com as luzes que me perseguem pela janela,Vejo a face da música.
O rádio ligado com o volume baixo,
E eu coberto em branco lençol,
Pensando em nada.
Ela vem densamente,
Em forma de uma fumaça colorida,
Que me hipnotiza,
E me transporta à outro mundo.
Ela geralmente vem com a letra estrangeira,
Fazendo com que meu racional leigo,
Tenha uma fantasia mais fascinante,
Que se aflora ao clímax no lar da minha existência.
Gostaria de voz explicar melhor,
Mas não posso,
Pois é algo muito grande para quem está acordado.
Então vou dormir.
Ao acordar,
O rádio ainda ligado,
E a sensação de ter tido vários sonhos estranhos.”
“ALINE”
“No meio da noite
Evoquei tua presença
Em sua cama quente você ouvia minhas lágrimas
Por momentos enxerguei como desejo
Vi-te quase nua
Senti-te carente em meus braços
Mas, você nesse momento me deu ouvido, atenção
Nesse momento você fez parte de minha história
Quis estar contigo, mesmo sem contar
Pensei em beijar tua boca
Mas minha amizade durará mais em teu coração
Quando precisar...
Serei teu amigo, confidente, irmão.”
“ALMAS GÊMEAS”
“Acho que estou apaixonado
Por uma pessoa que não conheço
Mas sua voz me parece tão familiar
Sua melancolia passageira amolece meu peito
Sua voz marota me enche de paixão
E sua alegria invade meu coração
Como se já tivéssemos caminhado juntos em uma estação
E não tivéssemos estacionado em nenhum mundo
Sua aparência me despreocupa
E tela perdida por tanto tempo me torna inseguro
Então conto todos os segundos para revela
Mas tenho medo que não me reconheça
Em meio espaço a um vazio
Que possuo, ao não possuí-la.
Como se achasses que seus problemas são sem solução
Defeitos de impaciência atormenta-me sem razão
Talvez por tela perdido por tanto tempo
A agora só encontra-la em uma voz
E medo que essa voz vasse embora me deixando uma lembrança
Que me parece um pouco embaçada
Mas a única pista para que eu descubra
Quem realmente sou.”
“A MISSÃO”
“Trago comigo um pedaço de outro mundo;
Um mundo perfeito de pessoas com a cabeça feita,
O coração curado.
Venho a esse planeta de guerra em missão de paz
Para isso passei por mais difíceis obstáculos;
Drogas, bebidas, luxúria.
Para adaptar-me a esse mundo;
De dor, rancor, adrenalina e fantasia.
Descobri que as pessoas trancavam em si:
Seus medos, suas dificuldades, suas fraquezas.
Vivem em busca de algo especial,
Algo o qual não sei, nem eles tampouco.
Procuram a resposta em ilusões, religiões, fumaça, álcool.
Uma saída...
Qualquer coisa que aparente uma porta,
Uma resposta a suas razões de viver:
Tristeza, saudade, alegria;
Paixão, medo, missão.
Senti-me tão pequeno diante disso que decidi voltar,
E para isso não sozinho meu destino alcançar:
Um mundo perfeito.”
“A MÚSICA COMO UM VÍCIO”
“A música e como um anjo
Que apesar de não sabermos sua linguagem
Somos anestesiados por seus sentimentos
Como um vírus que se infiltra em nosso sangue
Transportando-nos a outros mundos
E comandando nossos movimentos
A música em contraste com o mundo
Faz quem somos um só
Talvez algo em comum com a sociedade
A mesma música em várias formas
Camufladas pelo clima
Pela noite; ou pelo dia
Num lual; ou na madrugada.
Num lago sem vento
Vejo o domínio de uma voz que lamenta algo perdido
Em pequenas ondinhas que iniciam e tardam parar
Onde a raiva na mais bela música recorda uma traição
Então ligamos o rádio em uma canção desconhecida
E descobrimos que desconhecíamos o que passou
Um início árduo sem trabalho
Um meio rotineiro sem buracos
E um fim sem palavras, sem beijo, sem adeus.”
“ANJOS”
“Sempre haverá uma pessoa desiludida
Que eu virei para consolar
Sempre haverá a dor
Que eu virei para alegrar
Sempre haverá a discórdia
Que eu virei para apaziguar
Sempre haverá o obscuro
Que eu virei para iluminar
Sempre existirá o abandonado
Que encontrará em mim um irmão
Mas somente se seus corações permitirem
Pois toda cegueira é passageira
E toda ilusão é temporária
Não existe distância entre as pessoas
Existe a sintonia de pensamentos que não se misturam
O céu é simplesmente o coração amando
Somos ricos e escravos de nós mesmos
Somos bastardos na terra
E filhos no céu
Temos asas e não sabemos voar
Temos coração e não sabemos amar
Não temos nada
Mas ficamos felizes com qualquer coisa
Temos tudo
Mas não encontramos a felicidade
Somos bons
Mas não dividimos a bondade
Estamos morrendo
Mas o sufoco do orgulho nos impede de pedirmos socorro
Somos estrelas
Mas ficamos cegos com a própria luz
Somos pássaros com medo de altura
Somos tudo
Mas nos julgamos o nada
Nossa vida é um filme que repete
Sempre as mesmas cenas
Até que aprendamos a sorrir com a felicidade daquele que fazemos feliz.”
“ANSIEDADE”
“Hoje é recém segunda feira
E já estou me sentindo perdido
Já desconhece o diferença entre os dias
Já me esqueci como sobrepor-me a esses momentos
Já não tenho mais lábia para espantar minha ansiedade
Ela fica aqui me enchendo o saco e eu sem saber para onde ir
Minhas idéias ficam paradas
Tão perto e tão distantes
Brincando de impossível minha vida
A motivação permanece dando voltas
Ironicamente procuro alguém que caminhe por mim
Nos passos que a preguiça me explode
O tempo passa lentamente, mas passa
Vejo-o passar e completo minha agenda só por completar
Mas não sinto o gosto do feito
Atropelo amores, desisto de flertes
Aproveito cada saliva de cada beijo que dou
Lágrimas caem quando vejo pedaço de mim lá fora
Em finais que planejei
Em tudo que conheço
Na razão, loucura, paixão
Que droga não conseguir esconder minha armadura
Estava indo tão bem
Os dias estavam passando indiferentes
Mas o futuro continuava sobre controle
Que ironia, querer controlar o inexistente
Mas por incrível que pareça, ainda não consigo viver meu hoje.”
“ANTES DE DORMIR”
“Na escuridão do meu quarto
Na solidão da madrugada
Escuto a voz do telefone, sua melodia
O meu sussurro
No escuro dos meus olhos fechados
Ouso sua voz
Vejo você
E nos momentos do nosso silêncio, sinto seu toque
Ouso coisas que não foram ditas
Sinto prazer
Não quero dormir
Quero sonhar
Não quero acordar.”
“A PEQUENA EXTREMOSA”
“Uma pequena extremosa nasce em meu quintal,
Sob seus galhos pássaros cantam,
Folhas caem,
Flores surgem
Frutos crescem.
O tempo passará,
E eu que fora menino
Idoso serei.
Com meus dias computados,
Até o término de minha missão,
Em abençoada desencarnação.
Mas a pequena extremosa continuará lá,
Soberba em seu centro terreno,
Simpática, viva, radiante,
Jovem.
E como eu,
Novas sementes fará germinar,
Como crianças, mudas crescerá
E como me fui,
Sua vez um dia chegará,
Pois por mais lento que seja,
O tempo passará.
Mas eu feliz hei de ficar
Pois de uma semente,
Uma floresta fiz germinar.”
“ARTESÃOS”
“Pílulas brancas o fazem acordar
Na madrugada sonhar
A imaginação que se materializa na arte
Em mãos artistas como uma religião
A noite solitária faz da energia uma criação
Tornando vendedor ao sol se por
Vendendo sonhos reais
Abstratos a qualquer tipo de máquina...
A pura arte
Uma personalidade forte os faz mais únicos
Talvez não tão reconhecidos
Não tão ricos
Mas sem dúvidas
Únicos
Vezes recompensados com o preconceito de serem diferentes
Suando pela vida que às vezes lhe é ingrata
Em fusos horários desregulados
Onde o fim de semana é amostra de sua arte
A criação é uma terapia
Seres nômades de uma geração de Leed
Hoje misturados
Mitos... capitalistas
Onde a mudança de página; é a mudança de filosofia.
Talvez o preço de um país que não valoriza seus artistas
Mas está no coração dos reconhecem
Uma elite esculpi seu mundo, como seu sonho.
Felizes de ver decorações de lares com sua alma
Mesmo que sua gênese seja esquecida
Somente os artistas percebem como respiram os pingos da chuva
Ouvem os segredos dos ventos
E consomem a plenitude do céu
Aprendem a ser eternamente amantes
Misturados em capitais
Onde sabemos que conhecemos a todos
Mas não nos lembramos quem são
...Ou o que são
Eternamente jovens
Talvez pouco esgotados
Com um pouco de rugas
Mas com colorido interior que não desbota.”
“A VIDA EM UM DIA”
“A vida é como um desenho animado
Onde nos matamos e voltamos a viver
Esbugalhamos o coração e voltamos a amar
Vivemos sorrindo
Onde o corpo esconde a alma
Como uma prisão com direito a esquecer
O que tão pouco enxergamos
Mas, parece-nos transparecer
Dúvidas e dúvidas
Que nos faz percorrer a vida
Em um dia
Sem sol, ou com chuva
Tanto faz aonde estamos
Se amamos ou mentimos
Se sorrimos e nos traímos
A noite a janela estamos
Nuvens brandas ou estrelas enxergamos
Pairando nossas mentes, aonde vamos?
Amanhã
O início, o fim, o recomeço?
Passamos despercebidos
Ou passamos sem saber que somos percebidos
Ao sorrir-te
Não esqueças que sorri
Reflita como sorri
Ao te olhar, como te vi
Ao te tocar, o que senti
E ao falar-te o que menti
Ao receber a insônia
Quantos minutos da vida perdi
De lado a lado, sem a ti
Ou até pior..., sem dormir
E tão sem graça sorrir
E as frases...
De todas, poucas são escritas
Faladas os não;
Onde estão
Senão como um pensamento
Esquecido.”
“BABIKEI”
“Você,
É o mistério que se mistura ao meu real
Com o pedaço de fantasia que desejo.
Rabisco em meu pensamentos, a tua presença
Nas formas que se fundem nas estrelas
No olhar; que mira meu olhar em algum lugar do mundo
No silêncio do desejo contido
Homens sem sexo procuram tua sensualidade
Que no meio do teu mistério tem meu nome
Uma foto mal tirada lhe sorri
Numa expressão que te diz algo...
?
Acho que nem eu sei a resposta
Aquele momento parece uma emoção
Que de ilusão pode ser teu ponto de vista.
A como é bom as estrelas,
Em sua distância me sinto mais perto de ti
E tua loucura quase explode
E nos pedaços que formam uma constelação terrena
Junto teus fragmentos e formo uma nova Babikei
Livre, feliz, sonhadora, amada, completa.
Num mundo poético onde todas as palavras são reais”.
“BARREIRA”
“Cansei de ficar sentindo saudade do passado
E tentando consertar o inexistente
Cansei de correr a trás do futuro e nunca alcança-lo
Estou farto de minhas incertezas
Esconder minhas fraquezas no calar e sorrir
Talvez hoje eu vá dançar novamente para esquecer
Mas algo mal resolvido
Apesar de desbotado continua a me assombrar
Hoje eu vou ficar aqui
Curtindo meu tudo invisível silencioso
Um pouquinho do meu presente de todos os dias
Vou ouvir a voz da minha alma
Um sorriso de minha eternidade
Quebra o gelo de meu rosto
Dopado por algo que não sei, sinto o universo perto de mim
Uma dose de paz e emoção
Serenamente me acorda, me beija, me comovo
Um pouco de vento e luz
Varre o passado e me trás a esperança
Agora é só questão de perseverança.”
|